Marketing odontológico: 4 estratégias para aplicar agora

Marketing odontológico é possível? Com certeza! Por meio das estratégias de marketing adequadas você pode estar sempre com a agenda cheia e evitar que seus pacientes nunca mais retornem ao consultório.

Anúncios, propaganda e publicidade para dentistas podem ser feitos desde que obedeçam ao Código de Ética Odontológica. Para os profissionais que temem realizar anúncios, graças a internet é possível utilizar o Inbound Marketing para reter e fidelizar clientes por meio de conteúdo relevante.

 

4 estratégias para fazer marketing odontológico

 

1. Inbound Marketing

Inbound Marketing é o conjunto de estratégias de marketing que visam atrair e fidelizar clientes fornecendo um conteúdo relevante. Diferente do marketing tradicional, no Inbound Marketing a empresa não vai atrás de clientes, mas explora canais como mecanismos de busca, blogs e redes sociais para ser encontrada por eles.

Blog

Blogs são ferramentas excelentes para que seu consultório seja encontrado por clientes em potencial quando eles buscarem dicas sobre saúde bucal ou apresentarem alguma dúvida no Google. Escreva textos que interessem seus possíveis clientes, sempre utilizando uma linguagem clara para leigos.

Exemplos de conteúdos para blog:

Mídias sociais

Ter um perfil corporativo nas mídias sociais, como o Facebook e o Instagram, é uma oportunidade para fornecer dicas simples e manter contato com seus pacientes.

2. E-mail marketing

O e-mail marketing também é uma ótima maneira de manter contato com seus pacientes e evitar que eles sumam. Você pode enviar uma newsletter com novidades sobre saúde bucal, mensagens em datas comemorativas ou então lembretes semestrais sobre os benefícios de consultas de rotina.  

3. Identidade visual

A Identidade visual do seu consultório é muito importante para fazer com que o cliente lembre da sua marca e a identifique visualmente. Muito mais que um logotipo, a identidade visual envolve a aparência do seu site, das mídias sociais, folders, cartão de visitas e até a decoração do consultório. Uma boa identidade visual demonstra mais credibilidade e profissionalismo para a sua marca.

4. Brindes

Dar brindes para seus pacientes é uma tática utilizada há muito tempo. Você pode disponibilizar objetos personalizados como escovas de dentes, agendas, canetas, entre outros. Além de agradar seus clientes, faz com que eles utilizem algo que sempre lembrará sua marca.

Marketing odontológico: o que pode ser feito?

 

O art.42 do Código de Ética Odontológica permite que o marketing odontológico seja feito, desde que siga os critérios exigidos pelo código. Nos materiais de comunicação de dentistas é permitido divulgar:

I – áreas de atuação, procedimentos e técnicas de tratamento, desde que precedidos do título da especialidade registrada no Conselho Regional ou qualificação profissional de clínico geral. Áreas de atuação são procedimentos pertinentes às especialidades

reconhecidas pelo Conselho Federal;

II – as especialidades nas quais o cirurgião-dentista esteja inscrito no Conselho Regional;

III – os títulos de formação acadêmica ‘stricto sensu’ e do magistério relativos à profissão;

IV – endereço, telefone, fax, endereço eletrônico, horário de trabalho, convênios, credenciamentos, atendimento domiciliar e hospitalar;

V – logomarca e/ou logotipo; e,

VI – a expressão “clínico geral”, pelos profissionais que exerçam atividades pertinentes à Odontologia decorrentes de conhecimentos adquiridos em curso de graduação ou em cursos de pós- graduação.

 

No marketing odontológico não é permitido atividades como:

  • Divulgar preços em anuncios, fazer propaganda enganosa ou abusiva;
  • Citar títulos que não possua ou que não sejam reconhecidos;
  • Anunciar tratamentos que não estejam devidamente comprovados cientificamente ou equipamentos que não tenham registro validado pelos órgãos competentes;
  • Criticar outros profissionais;
  • Dar consulta, diagnóstico, prescrição de tratamento ou divulgar resultados clínicos por meio de qualquer veículo de comunicação de massa.

 

Mais infrações éticas podem ser consultadas no Art.44 do Código de Ética Odontológico.

 

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Como usar stories para empresa

Como usar stories para empresa

Já se perguntou como usar stories para empresa? Utilizar táticas de marketing no Instagram é uma das maiores tendências do meio digital. Afinal, é uma das mídias sociais mais utilizadas pelos brasileiros, entre muitos outros benefícios que a plataforma oferece. Atualmente, os olhos de quem utiliza o Instagram estão em uma ferramenta: stories, que permite entregar mensagens rapidamente e gerar muita interação com os seguidores. Confira a seguir como usar stories para empresa e explorar as diversas possibilidades de promover sua marca por meio desse recurso.

 

7 Dicas de como usar stories para empresa

Confira a seguir algumas maneiras de utilizar a ferramenta para fazer marketing no instagram e promover a sua marca de diversas formas.

 

1. Faça o público se envolver com a marca através das enquetes

No stories é possível fazer enquetes: você faz uma pergunta e disponibiliza duas opções para os usuários votarem. É uma forma interessante de conhecer mais o público e permitir que ele se envolva com a empresa. Por exemplo, deixe os seguidores escolherem através do stories o novo mascote da empresa ou pergunte se o dia está propício para usar o produto x ou y da sua empresa. Há infinitas possibilidades de usar essa ferramenta de acordo com a área em que a marca atua.

2. Faça com que sua empresa seja encontrada através das hashtags ou da localização

Assim como em uma publicação normal no feed, no stories também é possível marcar uma hashtag ou a sua localização. Quando o usuário acessa a hashtag ou a localização, pode visualizar o stories da sua empresa – mesmo sem ainda te seguir.

 

Um exemplo: se você está em um evento, faça stories e coloque a hashtag oficial do evento e/ou a localização. Ao procurar conteúdo disso, as pessoas verão a sua empresa e poderão passar a te acompanhar.

 

3. Divulgue posts do feed no stories

O stories também pode usado para promover os posts do feed, mas com moderação para não replicar muito conteúdo e sim dar destaque para alguns. Para isso, vá até o post que deseja compartilhar. Clique no ícone o ícone de compartilhar e em “compartilhar publicação no stories”.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

4. Divulgue promoções

Os stories ficam disponíveis por 24h, isso é excelente para divulgar promoções ou informações temporais, como um dia temático devido a um feriado ou que a empresa atenderá em horário diferenciado em uma ocasião específica.

 

5. Invista em ADS

Talvez você já saiba que para fazer marketing no Instagram as empresas patrocinam seus posts. Porém, também é possível anunciar no stories, ou seja, você patrocina o storie para que mais pessoas vejam seu conteúdo – sendo seus seguidores ou não.

 

6. Faça transmissões ao vivo

Como usar stories para empresas se cada storie pode ter no máximo 15 segundo? A plataforma conta com o recurso LIVE, em que é possível investir na produção de conteúdo ao vivo. A função permite interagir em tempo real com os seguidores, respondendo dúvidas, mostrando uma palestra da empresa, etc.

 

7. Aproveite os recursos gráficos

Não é porque os stories duram apenas 24h que podem ser feitos de qualquer jeito. Lembre-se que sua marca está sendo associada com aquele conteúdo, então é fundamental manter um padrão gráfico e produzir um conteúdo visualmente interessante – afinal, o carro chefe do Instagram são as imagens. É possível utilizar os próprios recursos da ferramenta, mas para empresas o ideal é sempre investir em design profissional para gerar mais credibilidade para a marca, definir um tom único e oferecer algo atrativo para seus seguidores.

 

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Como transformar a sua marca em uma lovemark

Uma marca se torna uma lovemark quando envolve o consumidor a ponto dele se tornar um cliente fiel, apaixonado e um verdadeiro fã dos produtos ou serviços. Para transformar uma marca em uma lovemark, é necessário se preocupar em criar relações significativas, manter contato com o público-alvo, se preocupar com o que os clientes pensam, desejam e precisam.

 

A expressão “lovemark” foi criada por Kevin Roberts, CEO da agência Saatchi&Saatchi e autor do livro “Lovemarks e o futuro das marcas”. Na definição de Roberts, uma lovemark é uma marca cuja credibilidade e reconhecimento no mercado reúnem fãs ou entusiastas, que possuem uma relação de amor de fã à marca.

 

Muito se fala que clientes satisfeitos são uma das melhores estratégias de propagar uma empresa e seus serviços. Porém, os fãs de uma lovemarks se sobressaem, pois além de divulgar a marca, a defendem perante seus concorrentes e adquirem os produtos e/ou serviços sem realmente precisar ou pensar muito antes de realizar a compra. Um exemplo muito conhecido desse comportamento são os fãs da Apple, que compram um celular novo da marca a cada lançamento sem realmente precisarem.

 

Uma lovemark não nasce da noite para o dia, mas sim quando há mudança de pensamento da empresa sobre seus clientes e através de uma série de ações que fidelizem clientes e os tornem em verdadeiros fãs. Kevin Roberts afirma que para transformar uma marca em uma lovemark é preciso reconhecer que os clientes não são dados demográficos, mas são pessoas com emoções, necessidades e desejos que devem ser levados em conta.

 

Uma marca alcança definitivamente o nível de lovemark quando seus clientes que a
amam expressam esse sentimento. Robert afirma em seu livro que “as lovemarks não são propriedade dos fabricantes, dos produtos, das empresas. São das pessoas que a amam”.

 

Existem cinco princípios básicos para implantar uma lovemark, sugeridos pelo autor do livro “Lovemarks e o futuro das marcas”.

 

  1. Envolva os clientes: é importante solicitar feedback do público para desenvolver novos produtos ou serviços. Procurar fazer com que o consumidor se sinta parte da empresa.

 

  1. Priorizar a lealdade: tanto o cliente como a empresa precisam ser leais à
    marca. Por exemplo, a empresa não pode propagar uma ideia de sustentabilidade e realizar ações que produzam impacto negativo ao meio
    ambiente – sendo desse modo incoerente com seu discurso e traindo os consumidores que acreditavam nos ideais da marca.

 

  1. Conte boas histórias: Histórias criam novos significados, conexões e sentimentos. E as lovemarks são adeptas a boas histórias, pois elas
    instigam e envolvem as pessoas.

 

  1. Os colaboradores da empresa também precisam ser apaixonados por ela: é simples, se a própria marca não amar o que faz, os clientes também não irão.

 

  1. Seja responsável: a empresa deve ser extremamente responsável com o que faz, pois a paixão por uma lovemark pode ser levada ao extremo. Inclusive, há pessoas que chegam a sacrificar sua vida por uma marca. Um exemplo disso são países – uma das lovemarks mais poderosas do mundo.

 

Transformar uma marca na “queridinha” do consumidor exige muito trabalho e responsabilidade. Em nossa equipe temos especialistas em branding prontos para realizar a gestão da sua marca para torná-la mais conhecida, desejada e melhor posicionada na mente dos clientes.

 

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Fontes:

Brainstorming e Capital Criativo – Como escolher a melhor estratégia de solução de problemas para cada tipo de situação

A equipe do Inovatório fez um treinamento de brainstorming com o designer Eduardo Camargo. Todos os colaboradores aproveitaram e colocaram as técnicas em prática no dia-a-dia de trabalho. O melhor de tudo: ele aceitou o convite para escrever sobre a forma como escolhe a técnica ideal para cada tipo de problema.

 

Muito se fala do “brainstorming” ou “tempestade de ideias” como sendo a maneira de resolver problemas. Em diversas equipes, empresas, setores, departamentos ou projetos, essa palavra mágica é evocada em situações críticas para se fazer uma reunião em busca de um esforço para encontrar uma solução. Será que fazemos mesmo “brainstorming”? E será que é isso que necessitamos para resolver o próximo desafio que se aparece?

Falaremos sobre essa técnica criativa, mas também sobre o que acontece em nossa mente e em nossos grupos de trabalho diante dos desafios criativos que surgem, explicar uma tipologia de problemas, que nos dará o contexto a partir do qual se definirá a ferramenta e dar uma luz sobre como tomar melhores decisões para progredir nesses momentos.

Primeiramente devemos entender que há situações e situações. Em uma emergência de incêndio, ninguém vai convocar um brainstorming ou vai se pôr num estado meditativo a refletir o que seria bom fazer. Estamos diante de um problema de outra classe. Essa diferenciação podemos fazer e chegar em 3 tipos de problemas segundo o processo e resultado: Problemas do tipo lógico ou fechado somente aceitam uma solução verdadeira e exigem um processo específico. Para isso aplicamos nosso lado “racional” e passo-a-passo vamos desenvolvendo segundo um método claro e, quanto melhor aplicamos o método, mais soluções verdadeiras e aceitáveis.

Problemas fechados tem seu próprio algoritmo, são lineares e nos desafiam a “pensar” como bons “computadores”, seguindo um processo e obtendo a resposta. Há problemas na vida e nos trabalhos que são assim e há problemas que não são. Um segundo tipo de problema seria um tipo “misto” que também aceita uma única solução mas pode conter diversas maneiras ou procedimentos para resolver. Por exemplo, se quero me deslocar de onde estou para outro ponto específico na cidade, a única solução aceitável é que eu chegue neste ponto, mas há hoje em dia muitas formas: caminhando, de carro, por uma via ou por outra via.

Muitos processos, entre os quais vou julgar entre meus critérios (por exemplo custo monetário, tempo e conforto), decidir e avançar, podendo encontrar imprevistos no caminho e ainda assim mudar, sem desistir de chegar; aceitável. Ao final posso avaliar se foi eficiente ou não, mas se vai ser efetivo (ou não) será somente se chegou no local determinado. O terceiro tipo de problema é o aberto, que comporta muitos procedimentos, mas também aceita muitas soluções. Por exemplo, qual seria a maneira “correta” de pintar um quadro que vai decorar minha sala? Não há, porque há infinitas soluções aceitáveis e também uma sequência variada de pinceladas que me levarão a um resultado plausível. Podemos falar em termos de aplicação de técnicas de pintura, eu posso sim ser avaliado se apliquei bem alguma técnica específica que estou aprendendo em minhas aulas de pintura. Mas não existe somente uma pintura com suas cores específicas que poderão decorar minha sala de maneira que me agrade. São muitas opções, é um problema aberto ou complexo.

Devo dizer que este último, é o cenário ideal para a aplicação da técnica do brainstorming e muitas técnicas variadas dele para encontrar uma solução ajustável ou aceitável. Podemos ter um marco referencial de critérios e parâmetros dentro dos quais a solução é aceitável, mas ainda seguir com uma infinidade de aspectos que, se formos detalhar, se torna ineficiente e nada econômico.

Qual é a empresa correta em sua organização e resultados para servir pão para as pessoas? Não há uma, há várias. Qual layout é o correto para nossa sala de reunião e linha de produção? Há vários. Qual é a forma, curva, tonalidade, mecanismo correto para esse design? Há vários. Com que palavras corretamente vou expressar meus sentimentos nesta carta? Várias possibilidades e soluções. Que brincadeira é a correta para meu filho neste próximo domingo? Ainda que possa ter seus critérios e limites, papai, vai encontrar seu filho criando uma infinidade de soluções que você não é capaz de imaginar. São todas situações-problema do tipo aberto, muitas soluções possíveis.

Obviamente na vida encontramos diversas opiniões acerca de qual categoria se aplica a cada tipo de situação. Há os que creem por exemplo, que o matrimônio (em termos de valores e princípios) é como uma franquia (há um modelo replicável que funciona, com papéis definidos e flexibilidade dentro de limites claros, assemelhando-se então ao problema fechado ou misto), outros o imaginam como um problema aberto.

Podemos categorizar problemas como fechados e seus subproblemas como mistos ou abertos, ou vice-versa. Tomando o exemplo anterior, num matrimônio de duas pessoas que creem que há um modelo, podem obviamente improvisar em muitas coisas. Ou ainda em um quadro que eu esteja pintando, posso sim, considerar correto pintar somente o quadro e não avançar com a pintura para a parede do vizinho. Ou mesmo em um problema de matemática, posso empregar diferentes instrumentos ou técnicas para escrever as equações.

Ao arriscar convocar um brainstorming, sempre vale uma consideração como esta: Eu como propositor permito-me encontrar soluções distintas àquela que já estou pensando e quero? Se tenho critérios claros e tomei decisões de como solucionar, já cheguei na solução, ou muito mais próximo dela, falta só desenvolver. Neste caso, pode ser um problema fechado ou misto (pois só vou aceitar a minha solução) ou o caso de redefinir a proposta do brainstorming com os limites e critérios já estabelecidos pela solução que já quero. Por exemplo, já tenho em mente o desenho de minha marca como quero e não sou flexível, basta então, materializá-lo; é mais uma questão de técnica de expressão do que geração de ideias; se já tenho em mente o que quero, traduzo em critérios e deixo clara quais são as variáveis dentro das quais sou flexível: se quero um layout específico em minha revista mas quero conhecer com que classe de papel ou suporte ficaria melhor e ainda qual tipologia seria mais adequada, essa é a proposta para um brainstorming (que nesse caso sugeriria outra técnica como a Matriz Morfológica).

Nas situações projetuais nas quais enfrentamos um “branco” ou “bloqueio” criativo podemos sim estar diante de uma necessidade de aplicar uma ferramenta criativa para realizar um movimento divergente (brainstorming, derivados ou outros). Mas não necessariamente! Pode ser somente estresse.

Pode ser que sua mente tenha passado do limite que suportaria para processar informações dessa maneira que está fazendo e precise descansar, fazer outra coisa, entrar em outro modo cerebral, para aí então voltar e avançar. Há muitos fatores estressantes internos e externos para cada pessoa e cada dia, seria improdutivo analisar aqui, a questão é que somos seres humanos limitados e sim, chegamos no limite do saudável e muitas vezes passamos dele chegando ao estresse negativo, ao Burnout e aí estaremos vivendo a situação de um incêndio (Saia correndo para um hospital meu amigo!).

Considerando que estamos em tempo hábil e não há pânico, gostaria de brevemente mencionar Sheley Carson, PhD em psicologia com pesquisas em criatividade, psicopatologia e resiliência e seu livro Cérebro Criativo. Ela apresenta no livro um conteúdo fantástico acerca de qual área do cérebro se ativa (diagnosticado com aqueles equipamentos neurológicos high-tech) em cada situação-problema. A partir disso ela agrupou os padrões orgânicos em 7 modos cerebrais que usamos diariamente para lidar com os problemas e encontrar as soluções. Recomendo a leitura mas aqui gostaria somente enfatizar que para cada tipo de problema e subproblema que mencionamos há uma abordagem que vai se ajustar melhor em cada momento. E considerando que somos distintos, há pessoas que se desenvolvem mais facilmente em alguns modos cerebrais e outros menos e isso devemos considerar sempre quando nos deparamos com problemas criativos que estamos enfrentando sozinhos (num projeto ou trabalho, por exemplo). Pode ser o momento de descansar a área que está necessitando fazendo temporariamente outro trabalho ou o momento de abordar a questão de outra maneira.

Para nomear e aplicar: há os modos Absorver (Muito bom para conhecer o problema antes de buscar soluções); Transformar (Amo esse dos artistas); Conectar, Corrente (Aqui o brainstorming em grupo pega fogo!), Visualizar (inovador solitário existe); Razão, Avaliar (esses dois trabalham muito bem. Mas mais depois do brainstorming e menos durante porque são um pouco “chatos” e preferem problemas fechados e mistos).

O mesmo “branco criativo” que acontece no indivíduo, num grupo criativo de trabalho, família, amigos, também acontecem situações que “bloqueiam” a criatividade, a fluidez, a tomada de decisões, etc. Também podemos mencionar aqui especialistas na dinâmica dos grupos humanos e, entre eles, chamo ao palco Pichón-Rivière e Wilfred Bion que falam de grupo operativo, suas estruturas e movimentos (a dinâmica) internos. Se há pessoas com um objetivo em comum, ou seja, um grupo de pessoas, o conquistar esse objetivo ou avançar nele será possível para o grupo na medida em que se renova, se adapta, se ajusta em sua forma de atuar.

O que foi solução em algum momento no passado, da vida deste grupo, projeto ou organização, será problema e carga no futuro no momento em que o contexto mude. É necessário e vital que as toxinas sejam eliminadas, que o lixo e as coisas velhas sejam tiradas, que o passado seja perdoado, que as equipes sejam renovadas, que os treinamentos sejam frequentes, que o planejamento estratégico seja revisto com ousadia e coragem, que a mente seja renovada para experimentar tudo que é bom, perfeito e agradável, que a maneira de um grupo de pessoas se organizar e atuar mude de acordo com sua necessidade e objetivo. Carregar status fica cada vez mais pesado. Não só o passado vai tirar o grupo do foco criativo, mas também as diferentes situações presentes que sim poderão surgir. Em equipes de trabalho, alguém pode não estar bem de saúde, algum familiar pode estar com sérios problemas, a chuva pode ter estressado o outro antes de dormir, um novo membro pode representar uma ameaça, uma nova ideia, e até uma inovação pode ser sabotada pelo grupo que ama demais o que faz, como faz, como sempre fez, etc. Para todas as situações devemos estar flexíveis e vivos. Um bloqueio muitas vezes é uma oportunidade para mudar o que há tempos necessita mudar.

Conhecendo que não são todas as situações que demandam um “brainstorming” e que há variantes internas (pessoais e grupais) e externas (tipologia de problemas) que devem ser gerenciadas para fazer uso eficiente do capital criativo de uma pessoa e organização (assim como gerenciamos outros recursos), nos resta somente responder, o que é brainstorming?

Alex Faickney Osborn é o pai dessa “criança” nascida na década de 1920. Mais uma vez não entrarei em pormenores mas cabe dizer que nem tudo que chamamos de brainstorming é o Brainstorming. Perto de completar um século, a história conta que Alex identificou que grupos poderiam ser mais criativos que pessoas trabalhando individualmente, passou a estudar isso e compreendeu como ser eficaz e eficiente nisso. Há detalhes em suas publicações e podemos resumir a estrutura de um grupo de brainstorming em alguns aspectos:

  • É um grupo que vai buscar quantidade (se crê que quando se tem muitas ideias se é mais fácil encontrar uma boa ideia (problema do tipo aberto));
  • São pessoas que vão interagir e combinar as “suas” ideias sem egoísmo para torná-las do grupo (cada um imagina uma “bola” diferente, de tênis, futebol, um círculo, etc. de acordo com seu quase infinito repertório. Combinar isso de sua mente com o repertório do outro, gerará uma infinidade de combinações. O grupo ganha, as ideias são do grupo e não do indivíduo);
  • São pessoas dispostas a aceitar ideias loucas (será mais fácil depois, numa etapa de julgar com o modo Razão e Avaliar, decidir qual é a melhor e se necessário diminuir a loucura e trazer a ideia para a “terra” do que querer fazer o processo contrário. O propósito é investir tempo e energia para fazer acontecer justamente o processo divergente que gerará possibilidades inimagináveis);
  • É um grupo que não vai se ocupar de julgar ou criticar (o cérebro se colocará ativo no brainstorming se deixarmos do lado de fora da sala o nosso lado critico, pessimista, punitivo. Esse lado é quem vai avaliar as ideias depois do brainstorming, não durante);
  • É um grupo que vai se beneficiar se há um facilitador (guardião do processo e que vai estimular para manter o foco na questão chave) e que possivelmente demande que os “chefes” saiam da sala para conservar a não-crítica e o não-julgamento desta atividade que pode ser de menos de uma hora de trabalho.

É uma atividade divertida e desestressante em grupo mas os princípios podem ser adaptados para tornar eficiente um processo individual. Um indicador de um brainstorming bem feito em seu Processo, é a diversão (nos sentimos similares à uma criança no domingo se divertindo dentro dos limites que papai estabeleceu, altamente produtiva , criativa, orientada), um indicador de Resultado é a quantidade de ideias, de Desempenho, seria a quantidade de ideias por tempo-pessoa, de Qualidade, o quão divergente (potencial de inovação) e quão focadas e orientadas à solução (eficiência econômica da atividade) estão. Para todos, um bom grupo, uma boa definição de foco e um bom facilitador, ajudam.

Experimente, pode ser que em menos de 1 hora encontre a solução que todos andam buscando.

 

¹Eduardo Gomes Camargo, designer, facilitador pós-graduado em dinâmica de grupos, co-fundador da ong Aliança Empreendedora (organização social para inclusão econômica que já beneficiou mais de 50 mil microempreendedores em todo o Brasil), cristão, ex-missionário-pastor e agora empreendedor da Tikkun Olam – Colaboração Eclesiástica para Inovação Social.